Estou tentando me privar da vontade louca que tenho de chorar.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Excessos
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Burn it, burn!
Eu confio nas pessoas. No sentimento delas. Preciso disso pra confiar em meus próprios sentimentos. Apaixono-me definitivamente todos os dias. O que ontem pode ter sido o amor da minha vida, hoje pode ser apenas uma esperança e amanhã absolutamente nada, ou tudo. Não sei seguir em frente sem resolver uma situação anterior. Sou um ser intenso, quem já me viu bem de perto sabe disso. Fico alegre e triste com extrema intensidade, e é tanto que eu nem sei como é estar à deriva. Ah, se eu fosse marinheiro! E o que é passado é passado e tudo muda. Às vezes demoramos em nos libertar de certos sentimentos e as pessoas não entendem isso. Nem todos serão sincero comigo o tempo todo. Mas um dia todos serão. Às vezes, para deixarmos alguém para trás, precisamos ser obsessivos. E somos. E corremos todos os riscos. Já fiz de todo o mal, mas no fim só eu saberei se este foi o tão famoso mal necessário. Se foi esse mal necessário, então o relacionamento transcende a barreira entre qualquer sentimento anterior ao amor sublime. São poucos os que conseguem realmente entender uns aos outros. E são mais poucos os que conseguem entender a si mesmos. Hoje, me sinto uma pessoa completa. Resolvi o mal que fiz a todos a minha volta e estou seguindo em frente. Dessa vez com um novo coração em chamas. Este coração em chamas que ensina e aprende tantas coisas. E que tudo o que quer, é continuar em chamas. Seja como for, não importa como for.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Todas as coisas que eu sempre quis...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Mundo Insone

Seja pelo trabalho ou pelo estudo muitas pessoas estão diminuindo a sua dose diária de cama. Imersas num cotidiano cada vez mais agitado a maioria das pessoas não tem mais conseguido programar seus despertadores para, de fato, dormir. Porém, o sono tem total importância no funcionamento do nosso corpo e de nossa mente, sendo imprescindível para que tenhamos um melhor rendimento em nossos afazeres sejam eles quais forem.
Uma pessoa entre 17 e 50 anos precisa de pelo menos 7 horas ininterruptas de sono diariamente para recuperar suas energias. O não cumprimento dessa regra da fisiologia humana pode causar uma série de problemas como estresse, envelhecimento precoce, enfraquecimento do sistema imunológico, mudança abrupta de humor e desatenção.
As sonecas não são ideais mas também são bastante válidas como “recarregadores” de energia imediatos. Algumas empresas, como a IBM, estão inclusive disponibilizando salas especiais com pufes e sofás para que seus funcionários possam tirar uma soneca depois do almoço. A sesta tem funcionado: a produtividade dos funcionários, e conseqüentemente da empresa, aumentou.
Muitos são os fatores que interferem na hora de “pegar no sono”, como ruídos e luminosidade. Por isso algumas informações são válidas para pessoas que tem dificuldade de dormir: não comer exageradamente a noite, evitar café e refrigerantes antes de dormir, ter um colchão confortável além de manter o local bem escuro e silencioso.
E o mais importante: apesar de estar cada vez mais difícil se desvincilhar de trabalhos jamais leve-os para a cama com você. Isso dificulta o desligamento e interfere na qualidade da noite de sono. Durma bem.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Basket Case Questions
Por que que quando eu chego a conclusão que mesmo estando tudo errado essa é a melhor forma de estar tudo certo você vêm e muda tudo?
Por que os dias parecem melhores agora mesmo sendo os piores possíveis?
O que é que estou dizendo?
A vida é bela mesmo suja de tinta?
Os universos paralelos se encontram e se apaixonam todos os dias ou só eu que me apaixono constantamente pra não me dar mais valor?
A verdade foi dita e eu fui o único que estava ouvindo música bem nessa hora?
Outras línguas são realmente interessantes mesmo quando a beleza é traduzida pra hostilidade?
Quem sou eu?
Do you have the time to listen to me whine about nothing and everything all at once?
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Quando o Segundo Sol Chegar

As músicas às vezes tem o poder de dizer simplesmente tudo o que queremos dizer mas não tivemos a capacidade de transpor em palavras. Santos compositores! Poetas decompositores de nossos maiores anseios. Tão magnificos que conseguem pôr em melodia nada mais nada menos que sentimentos. E de repente "eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e a vida que ardia sem explicação" tem um significado tão óbvio que me recuso a acreditar que Nando Reis não escreveu todas as suas músicas pra mim. Não é prepotência, ele escreveu só pra mim assim como escreveu só pra um bocado de gente também. Somos todos gratos, fato.
"O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou"
Estou completamente polarizado. E paralizado!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Mãos atadas, pés descalsos...
Gostaria de pedir uma música mas não sei muito bem como explicar.Nada é tão simples quanto parece quando envolve “cardialidade”. Fico cordial e de verdade chato. O coração que é logo ali do lado do pulmão. Fico sem ar. Não sei o que respirar. Não sei se oxigênio, não sei se veneno. Fico anatômico, anatomista, minimalista. Arrepios na coluna e mais.
Simplesmente toque a balada do amor inabalável. Ou não, fique aqui mais um pouco. Mas não sei de quem estou falando. Estou falando de quem quero falar, mas me sinto sufocado. Como se tivesse censura em minha voz. Censura de mim pra mim mesmo.
Ouço uma canção ao longe. E ela me diz coisas novas e foi bom te conhecer.
Foi muito ruim te conhecer.
Melhor um na mão do que dois voando. Mas agora sou eu quem quer voar.
domingo, 20 de julho de 2008
Tell me more!
Nosso amor antes inabalável hoje parece uma corda de violão que toca rock. Alcançamos as nuvens por tanto tempo, mas então podaram nossas asas pra que nos lembrássemos de que nada pode ser tão perfeito assim. Será que era (tão perfeito assim)? Os dizeres “eu te amo” tomaram conta das nossas bocas e gastamos o poder de falá-lo como se este fosse infinito. Mas realmente era. É.
Mas o que está acontecendo? Sei tudo sobre o assunto mas não sei explicar, entende? Talvez eu tenha feito um só de nós dois muito rápido e a transição não tenha ficado completa. Apesar de que não acredito que esse é um processo que pode ser medido em tempo. É medido em escala maior, é medido em sentimento. E esse sentimento sim, foi arrebatador, nos vimos caídos no campo de batalha antes de começar a guerra que estávamos esperando.
E o que está acontecendo então? O que se passa na cabeça de duas pessoas para que sem motivo aparente elas passem a acreditar que o que é perfeito é perfeito demais e já não pode ser descrito assim. Talvez desconfiança.
Isso, desconfiança. Não como parceiros, isso, por mais que tenha acontecido, jamais seria forte o suficiente para derrubar toda a edificação. Esse tipo de desconfiança, no sentido de ciúmes, apenas desgastou um pouco o material que usamos.
Não! Falo da desconfiança do:
“é bom demais pra ser verdade”,
“será que não podemos ser um casal normal e brigar de vez em quando?”,
“será que estamos tentando ser um maior do que outro nessa relação?”.
Então a cotação do “eu te amo” caiu ferozmente. Ficou cada vez mais caro dizer essas três palavras no dia-a-dia. Depois no mês. Depois só lembrávamos falar em datas comemorativas e despedidas, ou nem isso.
Foi quando reparamos que as palavras têm poder. E que se não disséssemos as coisas enormes que sentimos um pelo outro, então essas coisas começavam aos poucos a deixar de existir. Passaram a existir ruínas do que um dia foi tão belo e tão grande que quase não precisava de explicação. Só se explicava assim: “amor”.

sábado, 14 de junho de 2008
Estúpida Insônia Solitária

Estou com medo de ir para a cama hoje. Estou evitando ao máximo. Não são mais os mesmos monstros que nos assustam quando somos apenas crianças. Mas ainda assim: são monstros!
Os montros psicológicos que, aí sim, usam da mesma arma que quando somos crianças para nos apavorar: nossa própria insegurança.
Deito na cama e percebo que estou sozinho. Daí eu fico mais sozinho do que nunca. Solidão é fogo que não arde mas se sente. Se ardesse até seria bom, mas não. Solidão é angústia e esse é sempre um dos piores sentimentos pra uma pessoa sentir num dia de vida. Na morte é bom, não tem nada pra fazer mesmo.
Em movimento harmônico simples minha insegurança oscila: "consiguirei dormir?". Tenho pavor de não dormir. Imagino-me vivendo o outro dia: cansado demais pra aproveitar as horas que eu tenho que ficar acordado.
Tecnicas para dormir, como contar carneirinhos por exemplo, foram inventadas por pessoas que estavam tendo insônia (das piores) e, portanto, nunca funcionaram e nunca funcionarão. Vamos deixar claro.
Você fica ali, tendo aquele fluxo de consciência eterno que por vezes faz o tempo passar horas, por vezes segundos. A gente é tão facilmente enganado pelo tempo que às vezes penso que ele é o maior político que já existiu.
E você ali, tentando dormir. E você nunca vai dormir. Um fluxo de consciência passa pela sua cabeça e as informações vem e vão até não terem mais nexo.
Você acorda no outro dia e percebe que insônia é uma das coisas mais estúpidas do mundo!
O Olho Mágico!
Entrava no mercado escolhia a dedo os mantimentos e dirigia-se ao caixa. Era totalmente natural aquele procedimento para Flávio Olavo. Comprava dois ou três whiskys por mês, dependia dos gastos supérfluos com feijão e arroz. Tinha essa coisa de semi-vício em Flávio Olavo. Era colocar o primeiro vício em cima da esteira rolante e a imagem de uma das empacotadoras vinha logo a sua cabeça. Seu olhar, quase como um hábito inalterável, encontrava o olhar de Francisca Ferdinanda. Não era o seu verdadeiro nome, mas ele gostava de pensar assim. Afixionado por história, Flávio imaginava que se Francisco Ferdinado (principe austriáco, assassinado no acontecimento que antecedeu a primeira guerra mundial) fosse travesti, ele seria muito parecido com aquela méra empacotadora de supermercado de bairro. Nunca perguntara o nome da moça. Por destino ou anti-poder do subconsciente ele nunca escolhia o mesmo caixa em que Francisca estava. Nunca trocaram palavras se quer.
Primeiro os olhares se encontravam, em seguida desviavam. Não sabiam por qual motivo, mas os olhares desviavam. E só se encontravam um tempo depois. Na hora de "dizer" tchau. Um leve aceno de cabeça mais sorriso vindo de ambos. Acabava ali.
Mas naquela noite de outubro algo estava errado. Não, nada de tão excepcional nele comprar 4 whisks, estava de regime. Francisca Ferdinanda não estava lá. E de repente, ela nunca existiu. O mundo daquele homem caiu.
Trocou cartão de débito por de crédito e só percebeu no meio do mês seguinte. O que teria acontecido com ela? Não disse boa noite para a caixa ao sair do mercado. Teria se demitido? Tropeçou logo no primeiro degrau da portaria do prédio em que morava. Será que ela se sentiu incomadada com alguma atitude dele? Um minuto e meio para achar a chave do apartamento, bem mais que a média. Teria Morrido? Trancou a porta.
O mundo daquele homem caiu. Por quê? Por que não movera a boca e disse "oi" naqueles 2 anos de olhares trocados? Por quê? Promoveu um copo de uísque e bebeu.
Imaginou por alguns instantes o que teria acontecido se tivesse usado a dádiva da fala para com Francisca. Teriam se tornado amigos. Sobre o que falariam? Um mês sobre o clima, com certeza. No outro sobre a novela das oito que é a novela que todo mundo vê mesmo que não assista. E no outro, quem sabe? A crise dos alimentos ou a ascensão da China a partir da revolução cultural? Outro copo de whisky .
Culpou a cultura que temos de não conversarmos com desconhecidos. Ora pois! Eramos todos seres humanos capazes, podiamos e deviamos falar uns com os outros. Sentiu-se estranho de nunca ter dado mais do que um bom dia para o cobrador do onibus que pegava todos os dias. E culpou tantps motivos quanto pode sobre essa vida calada. Do capitalismo ao individualismo! Outro copo de whisky .
Passos foram ouvidos por ele no corredor do prédio. Num ato cem por cento incomum, como se uma marionete cordenasse seus movimentos, ele levantou do sofá e foi arremessado à porta exatamente na altura exata em que seu olho encaixou no olho mágico.
Viu uma mulher de costas para ele, abrindo a porta do apartamento a frente. Ela deixou cair um papel no chão. E ao levantar quem olhava para ele não era mais uma mulher. Era Francisca Ferdinanda.
Não soube o que fazer. Mas os seus impulsos souberam. Abriu a porta ainda há tempo de vê-la tomar um susto. Encararam-se por alguns intantes.
Oi!
Oi! - e ela sentiu o bafo característico.
Tudo bem?
Tudo.
Não te vi no mercado hoje. Pediu demissão?
Ela, cara de "como dizer?":
Empacotei suas compras hoje senhor...
Flávio.
Fernanda, prazer.
Fernanda se matou no dia seguinte. Os familiares afirmaram à Flávio no dia de seu enterro que ela era uma mulher de 35 anos infeliz desde que perdera o marido há 2 anos atrás. Mudara-se de apartamento, pois não consegui mais viver no mesmo ambiente em que vivera os dias felizes com ele.
Flávio Olavo nunca mais bebeu.

